“Sou um livro
escrito, mal escrito.
Rabiscado, rasurado.
Cheio de erros.”
— Remontado.
És um livro, logo alguém pode ler-te, se deixares as tuas páginas abertas.
Tens palavras, as tuas, as que te deram, as que conquistás-te.
Tens-nas, mesmo que sejam apenas rabiscos, mal ou bem escritos, são teus. Se estão rasurados, deixa-os estar. Ainda haverá muitos para rasurar.
Cheio. Erros. Estás cheio, de erros ou não, não o sei, não posso saber o que apenas tu sabes. E se realmente os tiveres, eles serão substituídos por não erros.
Deixa que as tuas páginas sintam o cheiro do vento.
Deixa que envelheçam. Nessa altura terás alguém que tas quererá cheirar, porque não há coisa melhor num livro, o seu cheiro.